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“Se for eleito prefeito, não disputo o Governo em 2018”, promete Capitão Wagner

07 de outubro de 2016 às 10:09

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O candidato a Prefeitura de Fortaleza pelo PR, Capitão Wagner, diz que, se eleito em 2016, não deixará o cargo para disputar o Governo do Estado em 2018. Desde que foi suplente de deputado estadual em 2010, o policial militar reformado nunca concluiu um mandato eletivo no Poder Legislativo, o que se repetiu em 2012 quando foi eleito vereador e em 2014 quando conquistou vaga de titular na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE).

Capitão Wagner participou nesta quinta-feira (6) de sabatina na rádio Tribuna Band News FM, falou sobre propostas de governo e atacou o adversário Roberto Cláudio(PDT), acusando-o de não ter atuado na medicina.

“Em relação a questão dos mandatos, a gente tem que lembrar que quem coloca o político na cadeira que ele ocupa é o povo, e o povo me tirou da cadeira de vereador e me colocou na Assembleia Legislativa e agora meu nome está à disposição para disputar a Prefeitura. (…) Seria realmente um absurdo arriscar uma eleição para governador sem ter tido tempo de mostar a capacidade de administrar uma cidade, então declaro publicamente que, se eleito for, vou sim cumprir meu mandato de 1° de janeiro de 2017 até 31 de dezembro de 2020”, afirmou Wagner. Ele disse que, caso não seja eleito prefeito, não sabe se disputará eleição em 2018.

Capitão Wagner falou também sobre as propostas relacionadas à segurança pública. Ele frisou que a Guarda Municipal – a quem promete armar – fará um trabalho integrado com as polícias a partir da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) que distribuirá as demandas. Questionado sobre o limite de atuação da Polícia Militar, comandada pelo Governo do Estado, e a Guarda Municipal, da Prefeitura de Fortaleza, ele disse que não haverá conflito de responsabilidade. “A gente vai dar continuidade ao que existe, não vou ter que adular o governador (Camilo Santana, PT)”, disse o candidato, sobre o trabalho em parceria na Ciops.

“Por que a Guarda Municipal hoje não atua? A gente até tem visto o candidato opositor dizendo que a Guarda, assim que tomar conhecimento de um crime, vai avisar à Polícia. A Guarda não é menino de recado. Pode atuar, tem poder de Polícia”, ressaltou.

Apoios no 2° turno

Capitão Wagner ressaltou que tem mantido diálogo com o PRB do ex-candidato Ronaldo Martins; e com o PSB de Heitor Férrer, para garantir apoio político no segundo turno. Segundo ele, ambos os partidos devem anunciar posicionamento até o final da semana. Nesta sexta-feira (7), Wagner tem encontro com o presidente estadual do PSB, o deputado federal Danilo Forte.

O candidato também falou sobre a falta de apoio do PT, a quem apoiou em 2012, quando Elmano de Freitas (PT) foi candidato à sucessão de Luizianne Lins (PT). “Não me sinto traído. A política tem dessas coisas, a gente tem que ter tranquilidade para aceitar o posicionamento dos partidos. Muitas vezes você não tem a decisão dentro do seu próprio partido, imagina sobre outro”, ressaltou.

Após anúncios de que se dividiria entre apoiar Roberto Cláudio (PDT) e indicar voto nulo no segundo turno, o PT voltou atrás e marcou reunião para esta sexta-feira para alinhar o posicionamento. Lideranças divergem sobre apoiar o ex-adversário da campanha de 2012, mas são unânimes em dizer que são contrários a apoiar Capitão Wagner. “O posicionamento do PT não nos preocupa, o que nos preocupa é atrair os eleitores que votaram na Luizianne no primeiro turno”, destacou o candidato.

Ataque a RC

O adversário do atual prefeito fez ataques durante alguns momentos do debate, criticando a falta de equipamentos da Guarda Municipal e a escolta de policiais militares ao prefeito, por exemplo. Ao comentar o apoio ao PT em 2012, Capitão Wagner voltou a criticar Roberto Cláudio em sua principal área de atuação: a saúde.

“Naquele momento a gente acreditava que o melhor para Fortaleza fosse que o Elmano ganhasse a eleição e, infelizmente, não ocorreu, Hoje está provado que realmente a gestão do prefeito Roberto Cláudio não atendeu os anseios da população. Havia uma expectativa muito grande: ‘O prefeito é médico, acho que pelo menos na gestão da saúde ele vai melhorar’. E a gente acaba descobrindo depois nos bastidores que nunca o prefeito exerceu a medicina, e fica difícil se apresentar como médico se você nunca exerceu a profissão”, atacou Wagner.

No primeiro turno, durante os debates finais, ambos os candidatos trocaram farpas, com críticas nas áreas em cada um se tornou mais conhecido da população: saúde e segurança pública.

Tribuna do Ceará