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Endividamento volta a subir em julho

01 de agosto de 2017 às 07:54

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Após registrar duas quedas mensais seguidas, o nível de endividamento voltou a subir em julho. No período, o volume de dívidas – entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro – avançou 0,7%, ao registrar 57,1% do total de endividados – contra os 56,4% de junho. Por outro lado, os atrasos tiveram a primeira queda de 2017 (0,1%), para 24,2% das famílias. Em comparação com igual mês de 2016 (22,9%), o volume de contas em atraso subiu, enquanto o endividamento recuou 0,6% nesse intervalo. As informações são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada ontem.

Em um ano, o volume de famílias que não terão condições de pagar suas contas, permanecendo inadimplentes, também avançou para 9,4% em junho –, enquanto que, em junho, o nível registrado foi de 9,6% nessa base –, sendo 0,8% acima do registrado em igual mês do ano passado (8,7%). Quanto à proporção de famílias brasileiras que se declararam muito endividadas (14%), por sua vez, houve redução de 0,7% em 12 meses, embora o índice mensal, tenha avançado 0,2% sobre junho, quando registrou 13,8%. “Apesar de ter aumentado em julho, o percentual de famílias com dívidas registrou queda na comparação com o mesmo período do ano anterior, apontando um ritmo ainda fraco de concessão de empréstimos e financiamentos para as famílias, mesmo após o processo de queda das taxas de juros”, pontua o economista da CNC, Bruno Fernandes.

Faixas de renda


A alta do número de famílias endividadas, sobre junho, foi observada em ambas as faixas de renda. Na comparação anual, as famílias com rendimentos acima de dez salários mínimos obtiveram queda, enquanto houve estabilidade nas famílias com menor renda. Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, o endividamento foi de 59% em julho de 2017 – ante 58,7% em junho de 2017 e 59% em julho de 2016. Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, endividamento passou de 45,5% em junho de 2017 para 48,4% em julho de 2017. Em julho de 2016, o percentual de famílias endividadas, nesse grupo, de renda era de 50,5%.

A inadimplência, por sua vez, apresentou tendências distintas. Na comparação mensal, houve queda em ambos os grupos, enquanto que a parcela com renda maior mostrou queda na comparação anual. Na faixa de menor renda, o nível de atrasos passou de 27,6% em junho de 2017 para 27,5% em julho. Em julho de 2016, 25,5% das famílias nessa faixa de renda haviam declarado ter contas em atraso. Já no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o percentual de inadimplentes alcançou 10,3% em julho de 2017, ante 10,8% em junho de 2017 e 11,6% em julho de 2016.


Entre as famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso também houve diferenciação. Na faixa de maior renda, o indicador alcançou 3,2% em julho de 2017, ante 3,5% em junho – Em julho de 2016, o indicador alcançou 3,9%. Para o grupo com renda até dez salários mínimos, o percentual de famílias sem condições de quitar seus débitos passou de 11,2% em junho de 2017 para 10,9% em julho de 2017. Em relação a julho de 2016, houve aumento de 1,1%.

Tempo médio


O tempo médio de adiamento do pagamento de contas ou dívidas em atraso avançou, de 62,8 dias, em junho, para 63,1 dias – também acima de igual período do ano passado (62,4). O período médio de comprometimento de renda com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,4% dos entrevistados informaram que o prazo é superior a um ano. Ainda entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas reduziu, na comparação anual, passando de 30,3% para 29,8%, e 21,6% delas afirmaram ter mais da metade de sua renda mensal comprometida com pagamento de dívidas.

O cartão de crédito – instrumento mais usado pelos brasileiros – mantém a liderança entre os principais tipos de dívida, por 76,8% das famílias endividadas, seguido, de longe, por carnês (15,4%) e crédito pessoal (11%). Conforme a CNC, entre as famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito (77,7%), carnês (16,9%), e crédito pessoal (10,8%), são os principais tipos de dívida apontados. Já entre aquelas com renda acima de dez salários mínimos, as principais dívidas, em julho de 2017, foram cartão de crédito, por 72,7%, financiamentos de carro (18,6%) e casa (16,4%).


A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

Jornal O Estado CE