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"Bandidos sentirão isso em suas próprias carnes", diz Putin após morte de embaixador

20 de dezembro de 2016 às 09:24 - Atualizado em 20/12/2016 08:31

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (19) que o assassinato do embaixador do país na Turquia tem como objetivo minar as boas relações entre Moscou e Ancara e atrapalhar uma solução pacífica para o conflito na Síria. O tom foi o mesmo usado pelo seu colega turco, Recep Erdogan, que iniciou uma investigação conjunta entre os dois países. 

"O crime é, sem dúvida, uma provocação destinada a pôr fim à normalização das relações russo-turcas e atacar o processo de paz na Síria", disse Putin ao se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

Putin destacou que o processo é apoiado ativamente pela própria Rússia, além de Turquia, Irã e outros países interessados em encontrar uma solução para o conflito sírio. "A resposta ao assassinato do embaixador russo na Turquia será o reforço na luta contra o terrorismo. E os bandidos sentirão isso em suas próprias carnes", afirmou Putin.

O responsável pelo ataque é um membro da polícia da Turquia e gritou "Allahu Akbar" ("Alá é grande") em defesa da Síria, de acordo com um fotógrafo da agência de notícias AP que estava presente no local.

Segundo o jornal norte-americano Washington Post, o atirador gritou frases em defesa da Síria. "Não esqueçam de Aleppo! Não esqueçam da Síria! Vocês não ficarão seguros até que nossas cidades tenham segurança. Somente a morte pode me levar daqui. Nós somos aqueles que prometeram fidelidade a Maomé para fazer a jihad (guerra santa)". 

O presidente da Rússia afirmou que o ataque ao embaixador Andrei Karlov, de 62 anos, foi uma "atitude vil". Além disso, revelou que acertou com o presidente da Turquia, Erdogan, uma investigação conjunta sobre o incidente no centro de Ancara.

"Devemos descobrir quem está por trás do assassino", disse Putin, acrescentando que irá reforçar as representações diplomáticas da Rússia na Turquia.

Segundo a agência Reuters, há uma forte suspeita de que o assassino esteja ligado ao clérigo Fethullah Gulen, exilado nos Estados Unidos. O governo turco acusa o clérigo de tentar instaurar o golpe frustrado de julho e de possuir uma rede no país que envolve policiais, judiciário e civis. 

O presidente russo também elogiou Karlov, um "extraordinário diplomata que mantinha boas relações exteriores com as autoridades e outras forças políticas turcas".